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Zé Roberto chora ao fazer balanço da carreira



Sabe quando um filme passa diante dos olhos? O Esporte Espetacular fez exatamente isso com Zé Roberto. Mostramos ao recém-aposentado jogador de 43 anos trechos de sua longa e vitoriosa carreira de 23 anos de futebol profissional. Zé defendeu dez clubes e se tornou um jogador querido e admirado por muitas torcidas. Foi impossível para Zé desgrudar os olhos e em muitos momentos conter a emoção diante de passagens de uma vida inteira dedicada ao futebol. Ele reviu detalhes das alegrias e frustrações da carreira, a importância da família, seu começo na Portuguesa, a alegria de defender o Real Madrid, a passagem pela Seleção e o fim da carreira sendo campeão pelo Palmeiras.


A mãe do ex-jogador Dona Maria Andrezina foi a força impulsionadora da carreira profissional de Zé e teve um papel decisivo na primeira peneira que o filho fez na Portuguesa.

- Minha mãe foi uma peça fundamental diante da carreira brilhante que eu tive. Na minha adolescência o meu pai saiu de casa e a minha mãe tinha que trabalhar em dois empregos. No dia da peneira da Portuguesa eu falei para ela: “Poxa, mãe a gente já chegou aqui 12h e abriu o portão as 14h. Eu devo entrar para fazer a peneira umas três, quatro, cinco horas da tarde só tomei café e estou com fome, a senhora não acha melhor a gente ir embora?” Ela virou para mim e falou: “Não, não se a gente chegou, a gente vai fazer essa peneira” Aí ela abriu a bolsa dela tirou um pão com mortadela e disse: “Eu vou pegar uma água e você vai fazer essa peneira"

Zé recorda quando realizou o sonho de defender o gigante Real Madrid, um sonho que acabou mais cedo que o imaginado para conseguir jogar a Copa de 1998.

- Jogar no Real Madrid, um dos maiores clubes do mundo com contrato de cinco anos. Mas para eu ir à Copa de 98 eu precisava estar jogando eu não estava jogando como titular no Real. Então eu optei pra voltar ao Brasil e jogar seis meses pelo Flamengo.

A estratégia deu certo e ele fez parte do grupo que foi vice-campeão mundial na França e logo depois foi jogar no futebol alemão. Um período longo e cheio de taças.

- Na Alemanha foram 12 anos de conquistas.

Mas ele não conseguiu ir na Copa seguinte mesmo estando no auge da carreira e ficou frustrado.
- Com certeza nesse ano eu vivia a melhor fase da minha carreira. Jogando pelo Bayer Leverkusen. Fomos para final da Champions contra o Real Madrid, chegamos na final da Copa da Alemanha e disputamos a final da Bundesliga. É uma frustração que eu vou ter que carregar, mas ao mesmo tempo teve realizações de sonho. Eu vesti a camisa da seleção brasileira por mais de dez anos, mas carrego a frustração de não ter participado daquele grupo penta campeão do mundo em 2002.

Na Copa seguinte, lá estava Zé de novo na seleção e quando marcou um gol contra Gana voltou no tempo.

- Eu lembro da minha infância, de quando era garoto e jogava descalço na rua. Eu pintava a rua e quando terminava os jogos eu brincava assim: “Quando o goleiro fazia defesas eu brincava que eu era o Taffarel ou então que eu era o Romário quando ele fazia os gols” Então vem um filme na minha cabeça perguntando assim. Será que quando eu fiz aquele gol tinha algum menino na minha rua gritando assim: “Hoje eu sou o Zé Roberto."

Zé Roberto jogou por Portuguesa, Real Madrid, Flamengo, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Santos, Hamburgo, Al-Gharafa, Grêmio e Palmeiras. Mas só no Peixe, ele pode vestir a camisa que foi de Pelé. Como foi essa emoção?

- Foi uma responsabilidade muito grande. Quando o Luxemburgo me jogou a camisa 10 eu quase devolvi para ele. Ter honrado a camisa do Pelé e ter jogado no Santos é uma das marcas da carreira vitoriosa que eu tive.

O Verdão foi seu último clube, foram 133 jogos e dez gols pelo clube, ele deixa o clube com os títulos da Copa do Brasil de 2015 e do Brasileirão de 2016. E uma despedida emocionante na preleção de sua derradeira partida que gerou burburinho nas redes sociais palmeirenses por sua carga de emoção.

- O Palmeiras é grande. O Palmeiras é gigante. Essa frase é uma que eu vou carregar para sempre. As palavras vieram, acabaram vindo assim automaticamente e eu nunca poderia imaginar que ia ter uma repercussão tão grande. As palavras foram tão fortes que na hora que a gente saiu para o hino, tinham alguns jogadores com lágrimas no rosto.

Mas afinal Zé, por que a decisão de parar? Ele diz que mais do que a idade foi o desejo de ficar mais tempo com a família que pesou nessa decisão.

- O meu filho mais velho está com dezessete anos, faz dezoito em breve e eu praticamente não o vi crescer.
Fonte: Globo Esporte

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