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'Trem nos trilhos': Edu Dracena abre o jogo sobre renovação, Libertadores e Copa do Mundo


Divulgação
37 anos de idade e 24 como jogador de futebol. Este é o perfil do zagueiro Edu Dracena, que aproveita sua experiência no futebol para reconhecer o potencial do Palmeiras em 2018. Depois da derrota para o Palmeiras contra o Corinthians, no dia 13 de maio, pelo Brasileirão, muito se duvidou do poder de reação alviverde. Mas para o defensor palmeirense, este seria apenas um tropeço pontual e, como previu, o Verdão embalou de novo.

Em bate-papo exclusivo com o Esporte Interativo, Dracena falou sobre o futuro da equipe na Libertadores, revelou bastidores sobre as condições de uma renovação contratual para 2019 e comentou a fase goleadora do companheiro Miguel Borja. Multicampeão na carreira, o camisa 3 também se abriu sobre o sentimento de nunca ter participado de uma Copa do Mundo.

Esporte Interativo: A sua pré-temporada foi um pouco mais longa que a dos demais companheiros. Qual foi o trabalho feito com você?

Edu Dracena: Esse ano a nossa preparação foi muito parecida com a do ano passado. A gente viu que surtiu efeito e teve bons resultados. Em 2018 começamos a fazer e uma lesão acabou atrapalhando o meu início e atrasou a preparação, mas agora estou 100%. Foi meu sexto jogo no ano e ainda estou pegando o ritmo.

Você não pode querer acelerar as coisas, isso acaba te prejudicando no futuro. Procurei ficar tranquilo pois eu sabia que estava em boas mãos na parte de fisioterapia. Sabia que isso era um acidente de trabalho. O que eu imaginava era pensamento positivo e a família, então fiquei mais com meus filhos. Eu assistia La Casa de Papel, gostei muito da série. Mas quando estou em casa aproveito com meus filhos.

EI: Você tem contrato com o Palmeiras até o fim de 2018. Como está a sua cabeça em relação a questão de renovação?

Ainda não inciei as conversas e quanto a isso estou bem tranquilo. Eu tenho que estar bem e jogando. Lógico que o meu pensamento é permanecer, as pessoas me abraçaram de uma forma que eu jamais vou esquecer. Mas a gente sabe que o futebol é muito dinâmico. Então não fico pensando muito no futuro.

EI: Você está próximo de atingir os 100 jogos com a camisa do Palmeiras, mas o gol não saiu. Como que tá a ansiedade para essa marca?

Sinceramente, estou mais ansioso de completar os 100 jogos que o gol. Acho que os 100 jogos é uma marca de muita expressão, principalmente em um clube como o Palmeiras. Eu vejo a lista dos zagueiros que mais jogaram, e acho que o Maurício Ramos teve 190 jogos. Então são poucos jogadores que conseguiram atingir a marca de 100 jogos e até mais. Então já ficando na história do clube pra mim já está excelente.

Com relação a gol, uma hora a bola vai entrar, não tem como. Faz 2 anos que estou no Palmeiras e não marquei um gol, mas eu vou ter essa experiência de fazer um gol com essa camisa, e vai ficar marcado. Eu fico mais feliz às vezes da gente não tomar um gol do que eu fazer um gol e a gente tomar vários. Então estou fazendo a minha parte.

EI: Você acabou de completar 37 anos. Até onde acha que pode chegar? Já passa pela cabeça se aposentar no final do ano?

O Zé Roberto é um exemplo para todos aqui. Se eu não me engano, ele chegou aqui no Palmeiras com 39, mas eu acredito que você acaba preparando a sua carreira não há um ano, ou dois, isso vem de tempos de você se privar de muitas coisas, tanto na parte profissional, alimentação, se preparar na parte física, a gente está colhendo os frutos agora. Me sinto muito bem, apto a estar jogando em alto nível, enquanto tiver esse gás todo, essa vontade de estar aqui, jogar, aquele friozinho na barriga em cada partida, isso é o alimento que me dá para continuar até onde me permitir. A aposentadoria nem passa pela minha cabeça por agora

EI: O Palmeiras termina a fase de grupos da Libertadores com a melhor campanha da competição e sem nenhuma derrota. O que esperar da equipe para a fase eliminatória?

O Palmeiras chega bem forte. Fizemos uma excelente primeira fase, a gente sabe também que não vai adiantar nada se a gente não conseguir passar para as quartas de finais, até chegar ao nosso objetivo, que é a final. Acho que isso foi um aperitivo do que a gente vai enfrentar daqui para frente, as dificuldades, tanto de adversário, como torcida, viagem, pois de repente podemos pegar um clube distante, que acaba dificultando a logística. 

Então, eu vejo que vamos ter um período até o próximo confronto da Libertadores, temos que preparar muito, porquê hoje o time a ser batido na competição é o Palmeiras pela campanha que fez e por tudo que representa hoje na América do Sul. Tomara que a gente consiga chegar na final e ser campeão, a torcida desde 99 não é campeã da Liberta e isso acaba criando muita expectativa e nós jogadores temos que ter a tranquilidade de sempre fazermos o nosso melhor para chegar ao título.

EI: Várias equipes estão se destacando, como Corinthians, Flamengo, Grêmio, Racing e River Plate. Como você avalia esses times que correm junto com o Palmeiras ao título?

Tem o Libertad-PAR também que se classificou entre os melhores, só que a partir dessa fase nivela tudo igual. De repente têm equipes que crescem dentro da competição, quando eu fui campeão com o Santos, a gente cresceu durante o campeonato, não fizemos uma boa primeira fase, quase ficamos fora. 
Então, isso te dá mais combustível, por isso a gente tem que ficar esperto com Boca Juniors-ARG também, que eu acredito que no mata-mata é diferente. Um jogo que você não entra tão ligado, um exemplo como a Ponte Preta no ano passado, primeiro tempo nosso muito abaixo, tomamos três e não conseguimos reverter aqui. Acho que essas lições, que a gente teve ao longo do nosso dia a dia no Palmeiras, temos que levar para esses jogos principalmente em mata-mata que você não pode bobear em qualquer momento, que pode de repente uma excelente primeira fase, primeiro do grupo e pode cair fora por acaso nas oitavas, por isso temos que levar essas lições em mata-mata

EI: Ainda existe uma parte da torcida que critica o trabalho do técnico Roger Machado, principalmente depois da derrota para o Corinthians pelo Brasileirão. Como você vê essas críticas recebidas pelo treinador? O torcedor de certa forma tem que ter mais paciência como trabalho?

Lógico que ninguém gosta de perder clássico. Acredito que além do torcedor, nós jogadores a comissão técnica somos as pessoas que mais sentem uma derrota principalmente sendo para o seu maior rival, dá zoeira que tem, mas eu vejo que você não pode agir no impulso, você tem que agir com a cabeça bem tranquila e analisar o geral, não apenas uma partida ou um resultado. Hoje o futebol, você vê muito pelo resultado e acaba não olhando o que vem sendo apresentado pela equipe ao longo do ano. Precisa ter calma. As pessoas que comandam hoje o Palmeiras tem o discernimento de saber que o caminho está bem traçado e que o trem está em cima dos trilhos, não está bambeando.

EI: Se você fosse o Tite, quem teria convocado?

Todo mundo (risos). Eu iria ser o capitão (risos), mas é como eu falei, acho que o Palmeiras é a nossa Seleção agora e temos que buscar o melhor sempre, títulos, uma hora as oportunidades vão surgir e a gente tem que aproveitar.

EI: Borja vive uma fase incrível, como o grande artilheiro do Palmeiras na temporada. O que você percebe de diferente do Borja de 2017 e de 2018 que justifica essa momento goleador?

Acredito que a adaptação dele. No ano passado acho que ele passou tentando se adaptar ao futebol brasileiro, a maneira como a gente joga aqui, mas esse ano está totalmente adaptado e fazendo o que ele mais saber, que é marcar gols. Está vivendo uma grande fase, tá nos ajudando muito tanto na parte de finalização, quanto na tática, soube e assimilou o que o Roger está pedindo pra ele, lógico que às vezes ele esquece o que tem que fazer (risos). É um cara que em nenhum momento deixou de trabalhar, acho que isso é um ponto positivo, que por mais dificuldade que ele tenha passado, continuou sendo a mesma pessoa. E hoje é o artilheiro do Palmeiras e acredito que vai ser o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

FONTE: ESPORTE INTERATIVO

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'Trem nos trilhos': Edu Dracena abre o jogo sobre renovação, Libertadores e Copa do Mundo 'Trem nos trilhos': Edu Dracena abre o jogo sobre renovação, Libertadores e Copa do Mundo Reviewed by Unknown on sexta-feira, maio 25, 2018 Rating: 5

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