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Simon remexeu no esqueleto que ele próprio guardou por 9 anos


Na noite desta segunda-feira, o ex-juiz Carlos Eugênio Simon enfim admitiu que errou ao anular o gol de Obina na 34ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, em partida que terminou com vitória de 1 a 0 para o Fluminense contra o Palmeiras. A revelação aconteceu durante um programa da Fox Sports, onde o gaúcho é comentarista de arbitragem. Simon aproveitou ainda para se desculpar com Obina, que estava presente no estúdio.
Apesar de admitir o óbvio, Simon trouxe à tona a complexidade que é distanciar um erro crasso da vaidade. No lance, Simon alega um puxão de Obina, o que nunca ocorreu. Alguns anos depois, o ex-juiz disse que Obina havia admitido a falta, o que foi rapidamente negado pelo jogador e resultou até em uma nota oficial do clube.
Agora, Simon deu a prova definitiva da incongruência de suas falas ao longo dos anos. Ao estender a mão para se desculpar com o jogador, Simon disse que anulou o gol para compensar um erro anterior, uma suposta marcação de escanteio para o Palmeiras. “Era tiro de meta, fiquei com a pulga atrás da orelha. O cara dá perigo de gol. Muitas vezes dá certo, essa não”, disse, sorridente, como se fosse apenas mais uma resenha numa mesa de bar.
Simon anula gol de Obina na partida entre Fluminense e Palmeiras, em 2009 (Foto: Reprodução)
Reprodução
Após aquela derrota, o Palmeiras perdeu a liderança de um Campeonato Brasileiro que parecia decidido. O time perdeu o equilíbrio emocional, houve desavença entre jogadores e Muricy Ramalho não conseguiu recolocar o time no trilho, que acabou até mesmo sem a vaga na Libertadores. Numa arrancada fabulosa, o título nacional foi conquistado pelo Flamengo de Adriano, Petkovic e Ronaldo Angelim. Entre aqueles erros capazes de mudar o destino de um torneio, o de Simon trouxe ainda efeitos no Z4. Os 3 pontos conquistados pelo Flu foram fundamentais para evitar a queda do Fluminense, que terminou aquela edição apenas um ponto à frente do Coritiba, o primeiro na zona de rebaixamento.
Durante todo este período, Simon refutou todas as acusações que colocaram em xeque sua idoneidade. Ganhou um processo por danos morais contra Luiz Gonzaga Belluzzo, então presidente do Palmeiras, que o chamou “vigarista, safado e crápula” na época e disse que bateria no árbitro se cruzasse com ele na rua. Nos jogos seguintes, a torcida do Palmeiras levava para as arquibancadas faixas com os dizeres “Simon ladrão”, atribuindo a ele a perda daquele campeonato.
O tempo passou e a admissão tardou a vir. Carlos Eugênio Simon não tem mais direito ao perdão dos palmeirenses. No momento em que a arbitragem é protagonista de todas as mesas redondas, sua confissão chega com ares de deboche.
FONTE: LANCE

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