Tentar segurar Yerry Mina até o final da Libertadores. O Barcelona tem a prioridade e quer o zagueiro o mais rápido possível…
A grande missão de Alexandre Mattos em 2017 está definida. E não está relacionada a contratações. Muito pelo contrário. O executivo mineiro tentará fazer algo que é dificílimo. Mais do que segurar Gabriel Jesus até o final do Brasileiro, mesmo já estando vendido ao Manchester City por R$ 121 milhões.
A tarefa do executivo do Palmeiras é árdua.
Nem os bilhões de Paulo Nobre e Leila Pereira pode resolver.
E não conta exatamente com a cumplicidade do jogador. Tentar convencer a direção do Barcelona a esperar o final da Libertadores e, se o clube vencer, a disputa do Mundial. Aí sim, os catalães exerceriam o seu direito, sua prioridade. E levariam o Yerry Mina por 9 milhões de euros, cerca de R$ 30,5 milhões.
O preço é irrisório diante do potencial do zagueiro da Seleção Colombiana.
Mas foi o combinado.
Alexandre Mattos soube por empresários que seria possível contratar um dos melhores defensores da América do Sul. Cuca tinha ótimas referências. Já o admirava à distância. Ele adora zagueiros altos. Mina tem 1m93 e 78 quilos. E ao mesmo tempo é veloz, agil. Foge do estereótipo alto e lento. Foi perfeito para jogadas aéreas. Escanteios e os famosos laterais de Moisés o tinham como referência.
Marcou quatro gols desde que chegou.
Três deles contra os rivais Corinthians, Santos e São Paulo.
Na história palmeirense, só o zagueiro Luís Pereira tinha alcançado essa façanha.
A tarefa do executivo do Palmeiras é árdua.
Nem os bilhões de Paulo Nobre e Leila Pereira pode resolver.
E não conta exatamente com a cumplicidade do jogador. Tentar convencer a direção do Barcelona a esperar o final da Libertadores e, se o clube vencer, a disputa do Mundial. Aí sim, os catalães exerceriam o seu direito, sua prioridade. E levariam o Yerry Mina por 9 milhões de euros, cerca de R$ 30,5 milhões.
O preço é irrisório diante do potencial do zagueiro da Seleção Colombiana.
Mas foi o combinado.
Alexandre Mattos soube por empresários que seria possível contratar um dos melhores defensores da América do Sul. Cuca tinha ótimas referências. Já o admirava à distância. Ele adora zagueiros altos. Mina tem 1m93 e 78 quilos. E ao mesmo tempo é veloz, agil. Foge do estereótipo alto e lento. Foi perfeito para jogadas aéreas. Escanteios e os famosos laterais de Moisés o tinham como referência.
Marcou quatro gols desde que chegou.
Três deles contra os rivais Corinthians, Santos e São Paulo.
Na história palmeirense, só o zagueiro Luís Pereira tinha alcançado essa façanha.
Mina virou um dos protagonistas do título brasileiro.
Pelo planejamento, Mattos acreditava que seria possível segurar Mina até o final da Libertadores. E liberá-lo para que possa atuar onde sonha, o Barcelona, a partir de agosto, quando a competição continental deveria estar resolvida. Só que a mudança no calendário da Conmebol foi traiçoeira. A Libertadores só terminará em novembro.
Jornais catalães garantem que o Barcelona quer Mina o mais rápido possível. Talvez já nesta janela de inverno europeu. No máximo, ele não escapará da janela de verão, de agosto. O time espanhol quer fazer valer sua prioridade. Está precisando de um zagueiro com suas características. Piquet fará 30 anos em fevereiro. Mascherano já tem 32 anos. O colombiano, 22 anos.
Mina tem veneração pelo time catalão. É o sonho de sua vida jogar no Barcelona. "Sempre sonhei em atuar com Messi, Neymar, Suárez. Ele são acima do nível, os melhores do mundo. O Barcelona é uma equipe fantástica. Espero que ajudem na minha carreira e que eu aprenda cada dia mais para algum dia chegar onde eles estão agora."
O zagueiro deixa claro para a imprensa colombiana que irá atuar na Espanha.
Só falta definir quando.
É aí que Alexandre Mattos está atuando. Jornalistas espanhóis detalham que ele já conversou com Raúl Sanllehí, o homem das compras do Barcelona. E fez um pedido encarecido para que tenha paciência. Não leve Mina nesta janela de inverno. E se o Palmeiras estiver muito bem na Libertadores, espere até o final de 2017. Seria excelente para o Palmeiras, para o jogador e o Barcelona teria um atleta mais tarimbado, vivido. E com apenas 23 anos.
A situação se torna mais complicada porque Mina não se sente tão devedor ao Palmeiras como Gabriel Jesus. Pelo contrário. Na Colômbia todos consideram abertamente que o Palmeiras foi só uma ponte para a Europa. Mina já ficou e conquistou o Campeonato Brasileiro. Pode sair a hora que quiser. E de cabeça erguida. Cumpriu sua missão.
Assim que acabou o Brasileiro, Mina foi visitar o Instituto Neymar, em São Vicente.
Quem o convidou?
O empresário André Cury, um dos responsáveis da ida de Neymar ao Barcelona.
Os dois conversaram sobre quando ele deverá ir para a Catalunha.
Vale lembrar que o acordo entre Palmeiras e Barcelona foi necessário.
Times alemães estavam fazendo excelentes propostas ao Independiente Santa Fé.
Melhores que a palmeirense.
Foi quando se costurou o acordo entre o time brasileiro e espanhol.
Só que Luís Enrique não se mostra tão paciente.
Ele quer o colombiano o mais rápido possível.
É impossível acreditar que esperará até dezembro de 2017.
Mina está no meio do foco da disputa.
André Cury o quer convencer a ir para a Espanha antes do final da Libertadores. O máximo que deve esperar é para a abertura da janela do próximo meio do ano. Mas se puder viajar já, não faria mal negócio. Pelo contrário.
Alexandre Mattos tenta ser diplomático.
E convencer o colombiano o quanto eventuais vitórias na Libertadores e no Mundial seriam importantes para sua carreira. A ponto de não ter de chegar na Catalunha como mero reserva.
A batalha é verbal e psicológica.
Não há a definição.
Mas, quem acompanha de perto os bastidores do Palmeiras, garante.
É a guerra mais difícil que Alexandre Mattos está travando.
Falta um elenco fundamental nesta situação delicada.
A dedicação, o reconhecimento ao Palmeiras de Gabriel Jesus.
Por isso, Mina poderá sair a qualquer momento.
É quase impossível que fique até o final da Libertadores.
Para enorme preocupação de Eduardo Baptista.
E stress de Alexandre Mattos...
Fonte: Cosme Rímoli/R7