Felipe Melo de 2018 fala menos e joga mais? Não é por acaso... - Nação Palmeirense - Blog da Torcida Palmeirense Felipe Melo de 2018 fala menos e joga mais? Não é por acaso... - Nação Palmeirense - Blog da Torcida Palmeirense

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Felipe Melo de 2018 fala menos e joga mais? Não é por acaso...


Felipe Melo recebe a braçadeira de capitão das mãos de Tchê Tchê

Felipe Melo tem sido o grande nome do Palmeiras neste início de temporada. Além de manter um ótimo rendimento dentro de campo, o volante segue cada vez mais forte na liderança dentro do elenco, usando até a faixa de capitão. 
A principal mudança no dia a dia do volante é no relacionamento com o treinador. A diretoria alviverde entende que o conflito de egos entre jogador e Cuca foi o grande problema em 2017.

Houve uma conversa nesse sentido entre atleta e diretoria no início desta temporada, onde o principal tópico foi que seu principal foco fosse os gramados. Mattos reiterou que ele era uma aposta pessoal e que confiava na liderança de grupo e tática que ele poderia exercer no grupo. Eduardo Baptista dava esse espaço. Cuca não deu. 

Quando retornou à Academia no meio do ano passado, o ex-treinador encontrou Felipe Melo com influência crescente no clube após entrevistas polêmicas. Em seu primeiro contato com a imprensa como palmeirense, vale lembrar, o volante disse que daria "tapa na cara de uruguaio" caso fosse preciso. Meses depois, "cumpriria a promessa" em uma batalha campal contra o Peñarol. Após algum tempo de convívio, Cuca acabou entrando em rota de conflito com o atleta, que chegou a ser afastado e quase deixou o clube. 

Neste ano, Felipe Melo está mais discreto, e o clássico contra o Santos é um exemplo disso. No ano passado, no auge do "namoro" com a torcida, ele chegou a dançar para comemorar gol palmeirense na Vila Belmiro e deixou o gramado provocando, dizendo que estava acostumado com "caldeirões de verdade". Naquele Paulista, aliás, ele ganhou o prêmio individual de um dos melhores meio-campistas da competição. No último fim de semana, Felipe enfrentou o mesmo Santos, fez uma ótima partida e vibrou com suas divididas, mas evitou os microfones. 

Além do problema extracampo, havia também uma discussão tática. O volante entendia que não precisaria correr o campo inteiro para marcar homem a homem, enquanto Cuca não renunciava a um sistema de perseguição na hora de roubar a bola do adversário.

Com a chegada de Roger, Felipe está melhor encaixado, taticamente falando. Ele fica à frente da zaga, sempre atrás de dois meio-campistas (Tchê Tchê e Lucas Lima) e contando com o retorno dos laterais. Assim, pode executar uma marcação "posicional", como gosta de dizer o novo técnico, antecipando o movimento dos rivais.

A troca deu certo. Mesmo sem jogar todas as partidas, ele é o atleta que mais desarma no Paulistão, com 18 roubadas de bola em quatro jogos e assistências para finalizações com passes longos, como o que resultou em gol de Dudu contra o Bragantino.

Roger não quis enfrentar a influência de Felipe dentro do grupo. Pelo contrário. Sempre que tira Dudu da equipe, o comandante definiu que o herdeiro da faixa é o volante. Ainda assim, apesar do respaldo em campo, Felipe tem falado muito menos do que em 2017, especialmente após os jogos. Recentemente, por exemplo, não quis falar com a imprensa em evento da Adidas. Nesta quarta-feira, ele concederá a sua primeira entrevista coletiva.

Além de ser bastante respeitado dentro do grupo e um dos mais próximos dos estrangeiros do elenco, o Pitbull também tem o aval da torcida. Seu nome é sempre um dos mais comemorados no anúncio da escalação no Allianz Parque, só atrás de Dudu.


Felipe Melo se diverte com Lucas Lima e Edu Dracena em treino do Palmeiras
Fonte: UOL

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